A HISTÓRIA
BANDA BANDRIX
A banda Bandrix foi formada em 1982, por amigos na zona norte de São Paulo. O primeiro encontro foi muito curioso e engraçado, Xyss estava fazendo a trilha sonora para a peça “O rapto do garoto de ouro” de Marcos Rey, dirigida por Célia Helena e interpretada por seus alunos do curso que ela ministrava.
No dia da gravação, a caminho do Teatro Célia Helena, o baixista que estava ensaiado não apareceu. O que poderia aparentemente ser um problema se tornou uma solução. No local de encontro da produção com os músicos na rampa do metrô, na estação Santana foi onde aconteceu primeiro encontro musical de fato do embrião da banda Bandrix.
O Xyss tinha convocado para acompanhá-lo na gravação como músicos, Flávio Lara na guitarra solo e backing vocals e Andrei Romaneck, o Magrão, na bateria, o baixista originalmente seria o Varô, que não apareceu.
Com os instrumentos no carro e o relógio correndo, uma certa aflição começava a tomar conta de todos os presentes, quando o Xyss avistou o Diko lá em cima na plataforma de embarque da estação Santana, namorando a Marecy.
Não pensou duas vezes, deu um assobio bem alto e gritou:-Dikoooo!!!, a sorte é que o cara tem bom ouvido, e o Xyss perguntou:-Vamos gravar?!!!
O destino havia selado este encontro, o Xyss sabia que o cara que poderia tocar as músicas sem nenhuma dificuldade era o Diko, porque além de ter estudado contrabaixo com o Varô, ele conhecia as músicas perfeitamente, e como as trilhas incidentais estavam escritas, para ele era só seguir o fluxo.
Já no Teatro Célia Helena, após a gravação do Programa da Rede Globo, o Som Brasil, que era apresentado pelo Rolando Boldrin, os músicos: Xyss, Diko Santana, Flávio Lara e Andrei Romaneck gravaram a trilha da peça toda em um take!
Uma sessão histórica e feliz, porque sem nenhum ensaio, o rock and roll rolou de primeira!
Em 1982 os encontros musicais em Santana estavam fervilhando, antes de adotar o nome Bandrix, algumas coisas aconteceram. Provisoriamente o projeto se chamou “Urgente”, e além das guitarras, baixo e bateria, somaram 2 saxofones, no sax-tenor Mauricio Facciolo Motta e no sax-alto o Vermelho.
O repertório era muito louco, pois ia de Frank Zappa a Tim Maia, de heavy-metal a jazz e blues, tudo meio funkeado e com muitas partes, do tipo, agora tudo ao mesmo tempo!
A galera nesta época curtia muito o Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Bob Marley, havia um sentimento de fazer a música pop extrapolar o formato careta e brega do tipo “primeira e segunda”, colocando elementos musicais diversos. sonoridades e timbres que se justapunham em harmonia.
A criação das primeiras gravadoras independentes para lançar artistas que não tinham um perfil populista, ou seja, uma revolução acontecendo em cada esquina de São Paulo!
Dentro desse cenário a banda se apresentava em locais abertos, shows ao ar livre, bares no estilo do Café Brasil, Café Pedaço, Lua Nova bar, O Persona, Cine Zoom, feiras tipo feira da Vila, na Vila Madalena, Ruas de Lazer.
Algum tempo depois, Flávio Lara e Vermelho se foram em busca de novos grupos, o Maurício deu um tempo e o Xyss, o Diko e o Magrão, continuaram a se apresentar num estilo power-trio com uma cara de rock psicodélico, a la Hendrix Experience, fazendo até um show antológico na USP, engajados na luta por melhores salários para os professores.
Paralelamente a música, o Xyss e o Diko participavam dos primeiros testes para a gravação de um projeto infantil do desenhista Ely Barbosa criador da turma do Cacá para televisão, o TV TUTTI-FRUTTI, que iria ao ar em 1983.
O ano de 1982 terminou com algumas apresentações do trio em faculdades e teatros nos projetos de cultura da cidade de São Paulo.

O ano de 1983 chegou e além do trio, um amigo de Santana, um guitarrista fabuloso foi incorporado. Luis Bulhões, um cara que fazia 10 acordes em um tempo inimaginável, era uma fera que tinha também músicas excepcionais no seu repertório. Como quarteto, a banda se apresentava em festas da galera da Zona Norte. E a proposta de um rock pesado e progressivo tomava forma. Numa dessas festas aconteceu o reencontro com o Mauricio, o saxofonista, e um quinteto começou a ser articulado.
Ainda sem nome definido, mas com muita garra e determinação o grupo foi se lançando em todas as frentes que se apresentavam.

Por ocasião da gravação do programa piloto da TV TUTTI-FRUTTI, a convite do Xyss, todos os membros da banda se envolveram no projeto, e de repente a banda toda se via animando bonecos num programa de televisão!
Com o início das gravações do programa, a convivência se tornou diária, das 8 da manhã às 2 da madrugada, e o trabalho dividido entre a música e a animação de bonecos, no qual os integrantes se revelavam artistas multi talentosos.
De dia, animadores, de noite o bicho pegava em ensaios movidos pela vontade de produzir arte!
Numa dessas reuniões, no famoso momento de escolher o nome da banda, já que ainda não se tinha um nome que representasse aquele turbilhão de idéias em movimento...
Depois de trezentos nomes, a certa altura o Xyss, olhando pra cara de todos e resumindo num jogo de letras em sua cabeça, proferiu...-BAM...DRIX!... (Bulhões, Andrei, Mauricio, Diko ou Djair e Xyss!)...

Foi uma gargalhada geral, a galera entendeu o jogo de palavras no ato, e estava fechado, havia um consenso coletivo de que o nome correspondia à idéia daquele som produzido pelos seus integrantes, nada de nominho bonito do tipo das bandas da época, era sim um nome forte, onomatopaico, sonoro, alucinante, performático e porque não, teatral.
A esta altura, a banda já tinha seus fãs e eles apareciam nos shows para comemorar, havia um sentido de festa e celebração juvenil quando a banda tocava algumas músicas mais simples e de viagem e elevação quando o som era mais progressivo.
Por conta de alguns desentendimentos com o Luis Bulhões, quanto à diretriz musical, ele saiu para buscar seus horizontes. Na verdade, ele queria mais espaço para suas canções e com tanta gente, a coisa ficava mais diluída e o grupo buscava coesão musical mais ampla, onde todos participassem da elaboração do contexto como um todo. A ideia era, alguém apresentar uma parte e o grupo desenvolver a canção até o limite, assim se tornando uma criação coletiva.
Logo após a saída do Luis Bulhões, a banda conhece Antônio de Pádua, o Padinha, escritor, jornalista e roteirista de televisão e cinema, que estava produzindo o filme: FUTURIX, 1999. Coincidência ou não, convida a Bandrix para gravar uma música para o filme e participar de um segmento do filme como atores.
Primeiro trabalho do filme, produzido por Beto Eliezer, na sequência punk, a música “PUTZ!”, ideia do Padinha, letra do Xyss e música da Bamdrix, começava normal e desembocava num grito libertário ao som de latas sendo jogadas ao fundo, um petardo!, como diria depois o Pedrão (Pedro Vieira), produtor da Fábrica do Som,-”Puta Punkasso, meu”!
A esta altura a banda já ganhava corpo no cenário underground de São Paulo e arrastava uma galera considerável de fãs.
A banda fazia shows de todo tipo de porte, seja pela secretaria de cultura, ou performances e bares, o ritmo de trabalho era acelerado. Mais ou menos por volta de Setembro chegou a notícia de que o programa de Ely Barbosa na TV Bandeirantes, canal 13 em São Paulo, o TV TUTTI-FRUTTI, ganhou o prêmio de melhor programa infantil de 1983, dado pela A.P.C.A (Associação Paulista dos Críticos de Arte). A alegria e o entusiasmo tomaram conta da banda e o pessoal decidiu alugar uma casa em conjunto para se reunir e desenvolver ainda mais o trabalho. Em parceria com Anny Collin, atriz e escritora, descolaram uma casa no bairro do bixiga, ampla, com 3 andares, que logo se tornaria um ponto de encontro de artistas de vários segmentos. Atores, atrizes, diretores de teatro, escritores, bailarinos, produtores culturais, cenógrafos, coreógrafos, enfim, respirava-se arte o tempo todo. Com a chegada de Séverin Chevalier do sul do país, ele é incorporado à banda, passando a tocar teclado.

Nesta época a banda já se apresentava em vários concertos pela cidade e participava ativamente do cenário artístico da cidade.
Com o sucesso da TV TUTTI-FRUTTI. a Polygram decidiu que era hora de investir no mercado infantil e através de Geraldo Lowenberg criaram o selo Polyjunior, para lançar discos infantis.
O produtor musical Paulo Afonso, o Tchê, é contratado para tornar essa empreitada um sucesso, e foi o que ele fez!
Primeiro com o lançamento do disco do programa Bambalalão, um programa campeão de prêmios A.P.C.A, com 6 no total e sucesso absoluto de vendas no mercado infantil e depois com o disco da TV TUTTI-FRUTTI e do programa BOA NOITE AMIGUINHOS, também de Ely Barbosa.
1984 é um ano de ascensão, onde a banda agenda mais de 150 shows, convida a vocalista Paulette Cristina para cantar o lado mais suave do repertório e alguns rocks com cara progressiva e melódica.

Data desta época um demo com 4 músicas, “Silicone”, é feita em parceria por Xyss e Diko com Helen Helene, autora da letra e tem uma interpretação marcante da banda. Além desta são gravadas, “Se toca o meu”(Xyss), “Feras do sol dançante”(Xyss), e “Rasgo de luz e cor”, parceria de Xyss e Diko com o Padinha.
Através de Paulo Afonso, o Tchê, e dirigida por ele, a banda participa da trilha sonora da peça “Gigi no mundo das duas caras”, espetáculo que era estrelado por Gigi Anhelli e contava com Paulo Yutaka, Silvio Varjão, Helen Helene e o próprio Paulo Afonso no elenco.
Nesta época, por sua atuação incessante na cena do rock nacional, a banda passa a constar do ABZ do rock brasileiro, o que encheu a banda de um orgulho positivo, pelo reconhecimento de um trabalho árduo, constante, sempre em busca de um som inovador.
No meio do ano de 1984 a banda participou do espetáculo “O Próximo Capítulo”, uma novela performática junto com o grupo PONKÃ, espetáculo que reunia nomes importantes do teatro paulista e encenava uma nova performance todos os dias. Uma proposta ousada até para os dias de hoje!...
Artistas como o músico Tato Fisher, a atriz Rosi Campos, o bailarino J. C. Viola, o ator e diretor Seme Lutfi, o grupo musical Língua de Trapo, o ator Carlos Barreto, a atriz Ana Cavalieri, isso sem citar os nossos japoneses do grupo Ponkã, os atores Paulo Yutaka, Celso Saiki, a atriz Célia Nakamura, a cenógrafa Celina Fuji e tantos outros que abrilhantaram o espetáculo e a novela performática.
O espetáculo permanece lotado todos os dias, e no último capítulo teve que abrir as portas do Teatro Eugênio Kusnet para o público da rua poder assistir, já que os ingressos se esgotaram rapidamente e muita gente ameaçava invadir o local para saber como terminaria a novela performática.
Com tanta atividade a banda ainda fazia shows dobrados onde quer que fossem abertos espaços para a mostra do trabalho.
O teatro-café Lua Nova, abrigou a banda por um mês e ficou lotado em todos os espetáculos. Shows esses que duravam até as 5 horas da madrugada, e o público não arredava pé, os donos do lugar brincavam com a situação dizendo que iriam cobrar o café da manhã e montar uma padaria para atender satisfatoriamente a audiência.
Aconteceu também um espetáculo inovador e fascinante, criado por Padinha, O: “Não-violência x O Fim do Mundo”, um jogo de futebol performático, com a banda Bamdrix tocando o tempo todo e interagindo musicalmente com o jogo.
De um lado o time da Não-Violência, que praticava o futebol-arte, jogando de branco, descalço e sem dar ponta-pé no adversário. Do outro lado o time do Fim do Mundo, todo de preto, jogando com botinas e coturnos, apelando para o futebol de resultados como conhecemos hoje, cotoveladas, carrinhos criminosos, claro que formado por atores e performáticos, que ao apito do juiz paravam feito estátuas.
Então ao lado do campo, atrizes e atores declamavam poemas e textos de autores como Ghandi, John Lennon, Nelson Mandela, Arthur Miller, Sheakspeare, Bob Dylan, Jack Kerouak e várias personagens libertárias do mundo todo.
O espetáculo foi encenado na praça da paz no Ibirapuera e levou cerca de 10.000 pessoas, de público. Artistas como Ivald Granato, Guto Lacaz e várias outras personalidades do mundo pop performático paulistano participaram deste evento.
Muita coisa foi feita pela banda em 1984, apenas a concretização de um disco não aconteceu, mas muita gente dançou e se divertiu ao som de uma das bandas mais loucas de São Paulo.
Claro que com uma agenda corrida e poucos recursos, alguns integrantes foram se desgastando e saindo da banda. Primeiro foi a Paulette que se cansou da loucura que era correr para cima e para baixo, logo depois o Séverin que queria também fazer a sua musica pop, por último o Mauricio e o Magrão que não concordavam em muitos pontos de vista e quase acabaram nas vias de fato, mas sempre houve um espírito conciliador e tudo ficou na amizade mesmo.
Ainda aconteceu um concerto em Rio Claro da Bandrix, inaugurando o Centro Cultural da cidade, e na madrugada numa danceteria lotada até o lustre, com Xyss, Diko, Mauricio, Paulette e na bateria um convidado, o Gersinho, shows que foram muito comentados na época e são lembrados até hoje.
Com a necessidade de reformular a proposta Xyss e Diko concordavam que era hora de voltar ao formato power-trio, também que, para funcionar, o baterista teria que ser um cara com raízes no rock pesado. Havia consenso quanto ao nome, João Cobra!, que desde 93 trabalha com o nome artístico de Johnnyboy, amigo do Xyss dos tempos da banda Vermes, era forte, seguro e tinha as mesmas raízes, o heavy-metal e o punk, as viagens psicodélicas e baladas rockeiras, o simples e o complexo junto, o pesado e o bom gosto, tudo numa mesma proposta, andando junto, técnica e feeling. Logo de cara o som já pegou na veia e o que se seguiu foi um dos melhores momentos da banda.
Participando da praça do rock, a banda agradava de cara e se apresentava para públicos de 10.000 pessoas, e em outro espetáculo para 15.000 pessoas no Parque do Carmo.

O ano de 1985 já começava bem e um demo foi feito com 5 músicas; “Subida” de autoria de (Varo/Sérgiâo/Tony), “Papos Mágicos”, de autoria de (Xyss/Séverin), “A Nossa Estrela” de autoria de (Xyss/L. Bulhões/Diko), “Se Toca o Meu!” de autoria de (Xyss) e “Marcha Fúnebre” de autoria de (Neville Lyon).

O som da banda era coeso e direto, rock e hard-rock sem frescura, a galera da praça do rock dançou adoidado e a promessa de que a banda iria decolar parecia cada vez mais próxima.

Em julho de 1985, aconteceu o maior e melhor evento onde a Bandrix tocou, no autódromo de Interlagos, o São Paulo Rock Festival, que arrastou cerca de 25.000 pessoas e onde muita gente importante se apresentou.
A banda se apresentou no sábado às 8 horas da noite e foi ovacionada por 20 minutos de aplausos após sua saída do palco. Somente com o início do outro show é que a galera parou de aplaudir, mas se ouvia o pedido de bis que não foi autorizado pela direção do festival.

Com o crescimento da banda, um outro velho amigo da zona norte, dono de um extenso currículo no rock, Carlão, grande guitarrista foi convidado para somar com o grupo seu estilo e levadas inconfundíveis. Carlão ficou pouco no posto, mas sua contribuição musical foi grande na parte de harmonia e produção de arranjo. Como era um músico muito requisitado, partiu para outros vôos.
Por problemas particulares João deixa as baquetas da Bandrix e parte rumo a outros projetos, Xyss e Diko continuaram e procuraram uma alternativa para substituir o baterista.

Depois de um certo tempo encontraram o Marcão, antigo amigo do Xyss lá do Jardim Brasil e que já tinha feito muita jam-session com o Xyss. Foi uma escolha natural e o caminho da banda já estava delineado, rock e hard-rock com algumas viagens psicodélicas, mas o rock nacional estava focado em bandinhas meio punk de garagem e um som mais pobre e cru.
Por essa época a banda começa a trabalhar com Gigi Anhelli e acompanhá-la em shows infantis. Vários shows rolaram e a proposta era muito interessante, fazer rock para crianças. Criavam assim os roqueiros do amanhã.
Nesta época foi chamado para os teclados o Mauro que era para poder atender a gama sonora que a banda buscava

Aconteceu uma apresentação no programa Bambalalão da banda acompanhando Gigi Anhelli e que foi muito legal. Infelizmente nenhum registro em estúdio foi feito.
O Mauro também resolveu fazer M.P.B e partiu. Com a partida do Mauro e a chegada de 1987, foi chamado Carlos Salas, um tecladista Argentino para compor o time, um músico muito bom que tinha uma boa performance de palco. Quando tudo caminhava num bom ritmo, a banda aparecendo em shows de televisão e com algumas execuções em rádio, aconteceram alguns desentendimentos quanto à proposta e o enfoque da banda.
Com cada um querendo ir para um lado diferente e toda essa confusão, o Xyss chegou a conclusão de que era bom encerrar as atividades da banda, pois, se existia dúvida quanto ao que se queria fazer no trabalho, seria melhor parar e repensar e ver se o foco não estava equivocado. Havia também no ar um certo cansaço com a cena de rock que rolava no Brasil, poucas bandas tinham espaço e boas bandas, com propostas verdadeiramente rockeiras e libertárias foram marginalizadas e estigmatizadas pela mídia como bandas que faziam algo “antigo”.
A novidade era mais importante que a qualidade, e esse é o preço que o rock nacional pagou na década de 90, com a extinção de todo um segmento que emergiu ao longo de anos de contribuição de vários grupos, casas noturnas super badaladas fecharam.
Onde antes se apresentavam bandas de rock, nos primeiros anos do novo milênio, abriu-se um vácuo que dificilmente será preenchido de novo.
A “novidade” deu lugar à música sertaneja, a brega, o forró, o pagode e o axé, e sabe-se lá que novas ondas vão inventar!
O último concerto desta fase foi na praça do rock em setembro de 1987. O gato Bandrix iria hibernar até 1999.
Claro que a Bandrix estava em stand-by, mas o Xyss e o Diko se encontraram em outros projetos, como por exemplo, no do cantor Nanau e o bando do mal, e o Led Cover Band, era uma banda cover do Led Zeppelin.
Para tirar uma onda e curtir alguns momentos tocando o som de uma banda que os dois curtem desde os anos 70. fãs-clubes do Led chegaram até a elegerem como “o melhor cover do Led pelo som e pela aparência”... claro que seus integrantes morreram de rir com as aparências...
Ainda em 93, Xyss e Diko se encontraram no projeto do guitarrista Flavio Lara, a banda Tribal, junto com Paulinho Lion na bateria e Fernando no teclado.
Em 1996, com o lançamento do primeiro disco solo do Xyss, o 1995, o Xyss chamou o Diko e o Johnnyboy (João Cobra), e também o Flavio Lara, e o Christian Mai tecladista e backing vocals para compor a banda. Novamente estavam juntos, lá no centro cultural São Paulo, e volta e meia ameaçavam voltar com a Bandrix. o que realmente faltava era uma oportunidade clara para a volta.

Em 1999 essa oportunidade apareceu, e lá estavam eles. Juntos de novo para mais um som irado, nervoso, no palco do “Bourbon Street”. Uma casa noturna de blues e jazz, conhecida como a casa do B.B.King.

A formação contava com Xyss, Diko, Flavio Lara, na guitarra solo, Christian Mai nos teclados e Andrei Romaneck, o Magrão, na bateria.
Mais uma vez o núcleo da banda, aquele que em 1982 estava formulando um som pop muito louco no teatro Célia Helena, tomava de assalto uma das casas mais badaladas de São Paulo, o Bourbon Street Music Club.

Essa formação se apresentou por um ano e em 2000 se solidificou como power-trio com Xyss, Diko e Magrão, tocando rock e blues e abrindo novos espaços onde a música caminhasse em direção da harmonia e sonoridade progressiva.
No fim de 2000, Magrão resolve dar um tempo e a banda parte em busca de um novo baterista que completasse o time de forma a fazer um rock de verdade.
O ano de 2001 foi, sem dúvida, um ano muito bom para a banda, após uma procura criteriosa, o Xyss e o Diko encontraram Wagner Pongeluppi, um baterista super técnico e pesado que compôs o time de forma impressionante.
No primeiro ensaio a banda tocou mais ou menos 150 músicas e aprontou o repertório que nortearia o trabalho durante os anos de 2001, 2002 e 2003.

Após o fechamento do repertório, o trio se concentrou em produzir algumas canções próprias e gravou o disco independente, “Bandrix-2001”.
Com passagens muito interessantes, músicas que misturavam o rock pesado com reggae, rock de garagem, baladas roqueiras e um swing brasileiro inserido no contexto.
Cabe aqui ressaltar alguns momentos, como por exemplo, “Festa das Fantasias”(Xyss), “Vamos Levantar Poeira”(Xyss), “O Bicho vai pegar”(Xyss) e “Nos Nervos”(Bandrix), um tema do Xyss desenvolvido no estúdio e magistralmente tocado por Xyss, Diko e a performance avassaladora de Wagner, no solo de bateria, como nos velhos tempos do rock and roll, ao vivo e sem cortes, just one take!
O crescimento da banda era notório e alguns shows contaram com públicos de 2 e 3 mil pessoas, o disco embora produzido com muito poucos recursos, vende bem, para aquela galera que queria conhecer a banda e se divertir, o público dos shows ao vivo.
Ainda em junho de 2001, a banda se apresenta no Trilha das Torres para um público estimado em 8 mil pessoas e o show rolou até as 6 horas da manhã, dia claro e a galera querendo o vigésimo sétimo bis!

Com o público da banda curtindo esse estilo que misturava rock, com reggae e blues, a banda decidiu gravar um disco que representasse essa tendência e atendesse o gosto da galera.
E em fevereiro de 2002 iniciaram a gravação do álbum, “Estrada”, começando por duas canções que já estavam na boca da galera, “Ta na Hora” e “Colado com você”, ambas de autoria de Xyss. E foi terminado, mixado em 6 de janeiro de 2003.

Em 2 de setembro de 2002, aconteceu o maior show indoor que a Bandrix participou. Na 46 (quadragésima sexta) convenção nacional dos jovens da Seicho-no-ie do Brasil, No Ginásio do Ibirapuera, para um público de 16.000 pessoas, a Bandrix faz um show e a música “Ta na Hora”(Xyss) é cantada em coro por toda a audiência!

No álbum “ESTRADA”, que foi lançado no final de 2004, podemos destacar alguns momentos muito bons, como por exemplo, “PEROLA NEGRA” (Diko Santana), música de abertura, com uma introdução marcante escrita para metais, por Xyss. Outro destaque é “CANTO DE PAZ” (Diko Santana), que fecha o disco, uma balada roqueira com 10 minutos que coloca o ouvinte para viajar com climas variados e sonoridades diversas em uma mesma canção.

A balada romântica “AMOR AO LADO”(Diko Santana), momentos onde a música pop pode ser de apelo comercial e não perder a ousadia, ou a característica própria que cada banda tem.
Mesmo quando a banda é de rock, ela tem seu swing como em “LOUCO DE PAIXÃO” (Xyss), e a porrada sonora com a regravação de “SILICONE” (Xyss/Diko/Helen Helene) e “Rasgo de Luz e Cor” (Xyss/Diko/Padinha). Ainda temos o hit da noitada
“Tá na hora” um aRREGAEço, cantado pela galera a plenos pulmões. “Colado com você”, um samba metal swingado e a balada “Estrada” que dá nome ao disco.

Em alguns shows no Bourbon Street, a banda se apresentou com 8 músicos convidados, músicos esses que participaram da gravação do disco “Estrada”.

Dino Daia, saxofonista, Zão no trompete, Dico Las Casas no trombone.

Ciça do Val, Solange Ibri e Taiah Ghannan nos backing vocals.

Lucius Pessoa e Christian Mai nos teclados e Ronaldo Felizardo na percussão.

Os anos de 2003 e 2004 foram de poucos shows e muitas negociações, que levaram ao acerto da banda com uma gravadora que está lançando o disco para todo o Brasil em março de 2005.

Ainda em setembro de 2003 Wagner Pongeluppi deixa a banda.
Durante algum tempo a banda cumpriu seus compromissos com Andrei Romaneck, o Magrão, na bateria. E no final de 2004, de volta a Bandrix João Cobra, “Nosso” Johnnyboy, se apresenta para um rock and roll básico, bonito e bem feito. Como sempre!
A novidade naquele ano na banda é a entrada de Pitcho Neves, um músico experiente e tarimbado em 2005, nos teclados, guitarra base, e nos backing vocals, que vem para reforçar a Bandrix.
Formação: Xyss- vocal e guitarra, Diko Santana- baixo e backing vocal, Johnnyboy: bateria e Pitcho Neves : Teclados, guitarra e backing vocals.
De 2005 a 2015 a banda ficou em stand by, e seus integrantes foram trabalhar em outros projetos, até que em 2015 aconteceu um encontro para celebrar a vontade de fazer um rock pegado!
De novo, o trio porrada dura estava junto para executar grandes riffs da história do rock and roll, navegando do mais leve ao mais pesado bólido de aço!

Esse evento foi, sem dúvida, um momento especial que reuniu muitos fãs da antiga para matar a saudade de ouvir aquela paulada sonora.

Durante 3 horas e meia o mediterrâneo tremeu e deixou no multiverso reverberando milhares de notas energéticas espalhando toda energia pulsante da banda Bandrix.

E para, mais uma vez matar as saudades da Bandrix, por alguns momentos de pura felicidade roqueira, a banda estará tirando suas armas do estojo, plugando diretamente no cérebro daqueles que não se renderam às idiotices enfiadas goela abaixo do pobre povo brasileiro sem escolha.

Venha, estamos esperando você!

Afinal, ninguém sabe quantas vidas o gato tem!
Contato:- Doctor Xyss em doctorxyss@gmail.com
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