Zero Hora

A história da banda Zero Hora começou bem antes do que a maioria dos roqueiros imaginam!

Corria o ano de 1975 na zona sul de São Paulo e 3 jovens roqueiros se juntaram pra fazer um som, pelo menos naquela época era assim que nós dizíamos. Ivam Freire, Átila Ardanuy e Ernane Baixista participaram de festivais de colégios chegando a conquistar um terceiro lugar na escola Nossa Senhora da Glória, na Aclimação, ainda neste ano a banda se apresentou no programa da Sonia Ribeiro e Blota Júnior, na TV Record.

No ano de 1976 entra o vocalista Max Nogueira para encorpar o projeto, ano também que a banda tem um ganho muito grande com a participação do músico Bororó, uma lenda do Rock paulistano!

O ano de 1977 é onde a banda começa a ter uma trajetória ascendente com a chegada do baterista Charles Gavin, ano que participa de vários festivais, alguns ao lado de nomes consagrados da cena Rock de São Paulo, como Rita Lee, no show de Rock Casa Clipper, e na noite da jovem guarda, com Martinha, Nilton César, Marcos Roberto e a estrela Paulo Sérgio, no projeto Circo do Bairro, além de outros festivais no Colégio Emília e junto com a banda de Edgar Scandurra no Colégio Villalva e um concerto no projeto Quadra Cupecê Zona Sul.

Assim a banda segue um ritmo crescente nos anos de 1978/1979 e em 1980 se apresenta no Olimpop, um programa na extinta TV Tupi que trouxe muita gente boa que viria se tornar referência no Rock brasileiro.

Alguns membros foram saindo para outros projetos e uma ótima formação foi levada a cabo com a chegada do guitarrista Flawio Lara, o Guina Martins nos teclados, Miguel Gomes nos vocais, o Ivam e o Charles, no baixo e bateria, e a banda começou a encarar a estrada já com pretensões mais sérias, lotando espaços onde se apresentava e se tornando, ela também, uma referência do Rock Paulista, e justamente nesta época participou ativamente de concertos importantes ao lado do primeiro time do rock brasileiro. Astros como Raul Seixas, Made in Brazil faziam suas performances no Palmeiras, no Corinthians, sempre arrastando uma multidão de roqueiros que se tornaram fãs do Zero Hora!

Nessa época aconteceram shows antológicos, como o Heróis do Rock e o 2º Festival pela Paz Mundial, em homenagem a John Lennon. Nessas apresentações o Zero Hora atuou ao lado dos maiores nomes do Rock brasileiro!

Em 1981 a banda continuou expandindo sua base de fãs e seu alcance territorial saindo da capital, rumo ao interior do estado, se apresentando junto com o Made em várias cidades como São João da Boa Vista, Limeira, Araras, São Carlos do Pinhal.

De volta à capital fez apresentações com o Tom Zé, no Teatro Lira Paulistana e com o Premeditando o Breque no Sindicato dos Bancários e junto com a Patrulha do Espaço, no E.C.Vila Mariana.

Nessa época a banda se apresentou no circuito de teatros da capital, Teatro Paulo Eiró, Teatro Oficina, Teatro Idema e outros.

A semente estava germinando e apesar das mudanças no line up da banda, ela estava muito próxima de atingir o próximo objetivo:-gravar suas músicas e lançar um compacto e isso aconteceu entre o fim de 1981 e meados de 1982, e foi concretizado com um Power trio,  Ivam Freire no baixo e vocal, Flawio Lara na guitarra e vocal, e Pérsio Sapia na bateria.

O Zero Hora deixou 2 faixas arrepiantes, “Vibrações Sonoras” e “Perigos”, num estilo que depois definiram como psicodélicas e foi um marco no Rock brasileiro.

Na época do lançamento do disco, a chegada de dois novos integrantes revitalizaram a banda: o baterista Andrei Romanek, da banda de Rock Progressivo “Aurora Boreal”, e o vocalista Xyss (Doctor Xyss), do “Vermes”, “Loucura ao Cubo” e “KM 26”. Foi um lançamento fantástico e estava selado o futuro do Zero Hora como uma banda digna e verdadeira representante do Rock brasileiro.

A banda esteve presente no cenário do rock tocando na “Fofinho Rock Clube”, na “Led Slay”, em temporada no “Café Piu Piu”, no “Aponto Bar” no Ibirapuera, na Praça Roosevelt na feira de artesanato e no antigo “Rainbow Bar”.

Muito se especulou sobre a produção de um álbum do Zero Hora, mas não foi levado a cabo na época, a banda continuou a se apresentar em todos os espaços onde o Rock rolava, de 1983 até os dias de hoje, entre idas e vindas a banda continua a mostrar sua principal característica:-tocar o Rock sem frescura, sem firula, verdadeiro, ou seja, com toda energia e todo coração, uma comunhão de paz e amor, unidos pelo rock and roll.

E num desses encontros a formação do lançamento do disco, Ivam Freire, baixo e vocal, Flawio Lara, guitarra e vocal, Doctor Xyss, vocal e guitarra, e Andrei Romanek, o Magrão na bateria, resolveu dar o presente tão esperado aos amigos que curtiram e querem ouvir aqueles rocks novamente, a banda vai produzir um álbum completo com o repertório daquele show, e alguns bônus tracks que ficaram só nos ensaios.

Banda ZERO HORA Vibrações sonoras brazilian acid psych band - early 80´s
Banda Zero Hora PERIGOS
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